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As vendas no comércio varejista baiano recuaram 2,8% em novembro de 2021 frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, sendo o sexto resultado negativo nessa análise. No cenário nacional, na mesma base de comparação, os negócios registraram a taxa positiva de 0,6%. Em relação a igual mês do ano anterior, as vendas no varejo baiano intensificaram o ritmo de queda ao apresentar a variação negativa de 13,8%. Essa retração é a quarta consecutiva registrada pelo setor na Bahia. No país o recuo foi de 4,2%, em relação à mesma análise. No acumulado do ano, a Bahia e o Brasil registraram taxas positivas de 1,0% e 1,9%, respectivamente. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – realizada em âmbito nacional – e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

O resultado negativo em novembro, mesmo diante da proximidade das festas de final de ano, período em que alguns consumidores com a antecipação do décimo terceiro se preparam para as comemorações do Natal, e às promoções verificadas com a Black Friday revela que as incertezas quanto ao comportamento da atividade econômica tem influenciado o comportamento dos consumidores. Os fatores como alta dos juros, além do encarecimento dos alimentos, aluguéis, energia, combustíveis e aumento no endividamento das famílias contribuíram para os consumidores moderarem os seus gastos. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou retração em novembro (0,9%), após quatro meses consecutivos de alta e estabilidade em outubro.

A instabilidade observada influencia a confiança dos consumidores quanto à mudança de cenário nos próximos meses. De acordo com os dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,4 pontos em novembro, passando para 74,9 pontos, menor valor desde o mês de abril (72,5).

 

ANÁLISE DE DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE

 

Por atividade, em novembro de 2021, os dados do comércio varejista do estado baiano, quando comparados aos de novembro de 2020, revelam que três dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo. O crescimento nas vendas foi verificado nos segmentos de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (6,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,4%), e Tecidos, vestuário e calçados (1,0%). Os demais segmentos registraram comportamento negativo são eles: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-6,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-9,9%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-10,9%), Combustíveis e lubrificantes (-19,7%), e Móveis e eletrodomésticos (-38,8%). No que diz respeito aos subgrupos, verificam-se que as vendas de Eletrodomésticos, Móveis, e Hipermercados e supermercados recuaram em 43,4%, 27,5%, e 12,1%, respectivamente.

Na série sem ajuste sazonal, o segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registrou, em novembro, a maior taxa positiva, seguido por Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, e Tecidos, vestuário e calçados. Por outro lado, a retração no volume de vendas dos segmentos de Móveis e eletrodomésticos, Combustíveis e lubrificantes e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foram determinantes para a queda das vendas do setor nesse mês.

Para Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação o comportamento das vendas podem ser atribuída ao um efeito base, já que em igual período do ano passado a sua atividade foi comprometida. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos a elevação da procura por produtos que aumentassem à imunidade do consumidor dado a pandemia provada pela Covid-19 e ao surgimento de casos de gripe provocados pelo vírus Influenza H3N2. Já Tecidos, vestuário e calçados, segmento em que as vendas foram bastante atingidas no ano passado, volta a assumir o comportamento característico da atividade para o período.

Móveis e eletrodomésticos apresentou a maior contribuição negativa e registrou o quinto recuo depois de sete meses consecutivos de alta (janeiro a junho). Atribui-se que o comprometimento da renda do consumidor com a inflação elevada começa a deixá-los mais seletivos nos seus gastos. Além do que uma política monetária contracionista resulta no comprometimento das vendas realizadas no crediário.

As vendas de Combustíveis e lubrificantes também foram influenciadas pelo cenário de incerteza da atividade econômica, dado a elevação dos preços de combustíveis, acima da variação média de preços, levando os consumidores a realizarem um uso mais consciente dos veículos. De acordo com os dados do IBGE, nos meses de outubro/2021 e novembro/2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variações positivas no item combustíveis de 2,27% e 10,93%, respectivamente, em Salvador/BA.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso para o indicador de volume de vendas do comércio varejista registrou pela décima terceira vez comportamento negativo. A despeito da sua relevância para o setor, a redução registrada no volume de vendas na atividade geral se deve ao aumento de preços dos alimentos que compõem a cesta básica, e aumento do endividamento das famílias.

 

COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

 

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo restrito e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção apresentou retração de 1,7% nas vendas, em relação à igual mês do ano anterior, segundo resultado negativo, após sete meses de altas consecutivas. Esse comportamento resultou no acumulado dos últimos 12 meses, variação foi positiva de 7,3%.

O segmento Veículos, motos, partes e peças registrou crescimento de 41,9% nas vendas em novembro de 2021, em relação à igual mês do ano anterior. Essa é a décima expansão consecutiva apresentada pela atividade. Entretanto, esse comportamento ainda pode ser atribuído ao efeito base, já que em igual mês de 2020 as vendas no ramo caíram 13,5%, dadas as incertezas no período quanto ao comportamento da atividade econômica no país provocado pela Covid – 19 e as ações das instituições financeiras em restringirem a liberação de crédito. Para a análise dos últimos 12 meses a taxa foi positiva em 40,4%.

Em relação a Material de construção, as vendas no mês de novembro retraíram 5,7%, na comparação com o mesmo mês de 2020. Apesar de negativa, essa taxa evidencia uma forte redução no ritmo de queda registrada nos últimos meses nessa atividade. Para o acumulado dos últimos 12 meses a retração foi de 9,1%.

 

 

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Fonte: Ascom/SEI

 

 

 

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