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O comércio baiano cresceu 6,9% no mês de maio, em relação a igual período do ano passado. Na comparação com o mês de abril de 2009, a variação foi de 4%, a maior taxa do ranking brasileiro segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE e analisada, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. As duas taxas foram as maiores do ano de 2009 e reafirmam a tendência de reaquecimento nas vendas. Entre os estados pesquisados pelo IBGE, os maiores acréscimos nas vendas ocorreram na Bahia (4,0%), Piauí (3,9%), Tocantins (2,9%); e Ceará (2,5%), enquanto as reduções estabeleceram-se em Roraima (-4,0%); Amapá (-3,2%); Rondônia (-2,2%); e Amazonas (-0,7%). Na comparação com maio de 2008, o crescimento de 6,9% no estado foi o sexto do ranking nacional. A expansão de 4% no mês foi motivada, principalmente, pelo Dia das Mães, tradicionalmente a segunda melhor data do calendário lojista. A variação acumulada nos cinco primeiros meses de 2009 foi de 4,3%, quase a metade da taxa registrada no mesmo espaço de tempo em 2008 (8,8%), o que revela que, apesar do reaquecimento, o setor ainda não alcançou o mesmo patamar de antes da crise. Nos últimos 12 meses, o varejo acumulou aumento de 6,0%, quando comparado com igual período do ano anterior. Em todos os meses de 2009, na comparação com os meses de 2008, houve crescimento (ver tabela). O mês que apresentou a menor variação foi março, apenas 1,3%. Em relação a maio de 2008, sete dos oito ramos de atividade expandiram: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (36,2%), Tecidos, vestuário e calçados (16,4%), Combustíveis e lubrificantes (8,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (8,5%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,3%) e Móveis e eletrodomésticos (1,0%). O subgrupo de Hipermercados e supermercados, com grande peso para a formação do indicador, cresceu 4,4%. Somente o grupo de Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação, pelo sétimo mês consecutivo, apresentou queda nas vendas (-30,8%). Nos ramos que não integram o indicador do varejo, houve crescimento de 4,1% nas vendas de Veículos, motocicletas, partes e peças e queda de 9,5% em Material de Construção. Segmento de hipermercados tem crescimento bem superior em 2009 O grupo Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo é o mais representativo entre as oito atividades que integram o Volume de Vendas, por isso o seu desempenho é o que mais reflete no comportamento do varejo. Com um crescimento de 5,2% no mês de maio, este ramo acumula nos cinco primeiros meses de 2009 um incremento de 6,4%, resultado muito superior ao registrado nos primeiros cinco meses de 2008, que foi de apenas 0,2%. “Reafirmamos nossa leitura de que para as economias baiana e nordestina sobretudo, o consumo das famílias é vital para o reaquecimento da economia. Daí a importância da política de valorização do salário mínimo, das políticas de transferência de renda e de seguridade social”, avalia o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis. Após apresentar retração nas vendas por cinco meses consecutivos, o segmento de Móveis e eletrodomésticos ensaiou uma modesta recuperação em maio, com um incremento nas vendas de 1,0%. O desempenho do ramo situou-se em -3,5% no acumulado dos cinco primeiros meses de 2009. Os resultados deste segmento foram prejudicados devido à redução do crédito e à insegurança dos consumidores devido às incertezas no cenário econômico nacional. Por outro lado, o segmento de Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação registraram variações negativas, atingindo em maio -30,8%. O fraco desempenho deste setor pode ser explicado pelo fato dos consumidores darem preferência em adquirir esses equipamentos em Hipermercados e Supermercados que também os comercializam. No acumulado dos primeiros cinco meses a queda nas vendas deste grupo foi de - 22,8%. O comércio de Material de Construção permaneceu registrando quedas nas vendas, em maio atingiu -9,5% e no acumulado do ano, a retração foi de -8,0%. Um dos fatores para a queda das vendas está na redução dos prazos de financiamentos, que desmotivaram os consumidores. Apesar dos resultados desfavoráveis, espera-se que nos próximos meses o segmento venha a se beneficiar com as medidas do governo federal de redução da carga tributária incidente sobre determinados produtos utilizados na construção civil. Após apresentar desempenho significativo em março e redução em abril, as vendas de Veículos, motocicletas, partes e peças expandiram no mês de maio, registrando variação positiva de 4,1%. No acumulado de 2009 a expansão dos negócios situou-se em 3,4%. Num esforço de reduzir os estoques de automóveis novos e manter o emprego na indústria, o governo federal adotou medidas, como liberação de recursos para as montadoras e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No âmbito da indústria automotiva, a incerteza da renovação da redução desse tributo motivou os consumidores a antecipar a compra do automóvel novo, que tinha prazo para vigorar de dezembro a março, embora tal medida tenha sido prorrogada. “As medidas de incentivo do governo estão colaborando para a retomada das vendas do comércio a taxas mais próximas às do primeiro semestre de 2008 e devem dar maior fôlego è economia baiana neste segundo semestre”, avalia Walter Pinheiro, secretário do Planejamento, tomando como exemplo as decisões referentes às políticas monetária, fiscal e o incentivo ao crédito.
Comércio Varejista Baiano 2008/2009 Mês Taxa de crescimento Janeiro 2,8% Fevereiro 4% Março 1,3% Abril 6,8% Maio 6,9% Fonte: SEI/IBGE |