Página Inicial
Desemprego aumenta na Região Metropolitana de Salvador
PDF Imprimir E-mail

Últimas notícias

A Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou pequeno aumento no desemprego em abril. A taxa que era de 20,1% em março passou para atuais 20,5% da População Economicamente Ativa (PEA), de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela SEI, autarquia da Secretaria do Planejamento, em parceria com o DIEESE, Fundação Seade, Setre e Ufba.

Mesmo com o crescimento, esta é a menor taxa de desemprego nos meses de abril desde o início da pesquisa em 1996. Segundo suas componentes, o desemprego aberto cresceu de 12,0% em março para 12,7% em abril, enquanto o desemprego oculto diminuiu de 8,1% para 7,8% no mesmo período.

No último mês analisado, o número de desempregados estimado foi de 376 mil pessoas, nove mil a mais que em março. Tal resultado decorre do crescimento da População Economicamente Ativa (PEA), em sete mil pessoas, combinada a relativa estabilidade da ocupação, menos dois mil postos de trabalho. Portanto, o contingente de ocupados foi estimado em 1.458 mil trabalhadores.

Em relação aos setores analisados, houve crescimento de 2,4% nos Serviços, com a criação de 21 mil ocupações, redução no Comércio, com menos 15 mil postos ou 6,4%, e no agregado “Outros Setores” (Serviços Domésticos, Construção Civil e Outras Atividades), em 8 mil ocupações ou 3,5%, e estabilidade na Indústria.

A posição na ocupação registrou crescimento de 1,4% no emprego assalariado, 13 mil postos, sendo que o maior acréscimo foi no setor público, com expansão de 4,8%, 10 mil vagas, já o setor privado aumentou apenas 0,4%, três mil postos. Analisando o setor privado, houve ampliação de 1,3% do nível de emprego com carteira assinada, em oito mil postos, entretanto, foi verificada uma redução dos postos sem carteira assinada, menos cinco mil empregos, isto é, 3,6%. O número de autônomos e o de trabalhadores domésticos diminuiu nove mil e seis mil, respectivamente, enquanto o do agregado “Outros” que inclui os Empregadores, os Trabalhadores Familiares e os Donos de Negócios Familiares, etc., permaneceu estável.

Já rendimento real, aumentou 2,9% para ocupados e 2,2% para os assalariados no mês de março. Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 1.002 e R$ 1.101, respectivamente. No mesmo período, a massa de rendimentos também cresceu para os ocupados 2,3% e para os assalariados 2,7%, em razão da elevação dos rendimentos.

Resultado dos últimos 12 meses

Na comparação entre os meses de abril de 2009 e de 2008, a taxa de desemprego total diminuiu, passando de 20,8% para 20,5% da PEA. Esse resultado refletiu o desempenho das taxas de desemprego aberto, que passou de 12,6% para 12,7%, e oculto, que passou de 8,2% para 7,8%.

A redução do contingente de desempregados em três mil pessoas foi resultado do acréscimo de 13 mil ocupações, número superior ao de pessoas que passaram a fazer parte da População Economicamente Ativa (PEA), 10 mil.

O nível de ocupação apresentou crescimento de 0,9%. O setor de Serviços expandiu em 2,1%, 18 mil vagas, e o agregado “Outros Setores” 7,8%, mais 16 mil postos. Por outro lado, registrou-se decréscimo de 6,4% no Comércio, menos 15 mil ocupações, e de 4,6% na Indústria, uma redução de seis mil vagas.

Observando a posição ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou 4,9%, com crescimento do emprego no setor privado e no público, em 33 mil e 12 mil vagas, respectivamente. No primeiro, foi registrado expansão no número ocupações com carteira assinada, em 45 mil postos e diminuição das vagas sem carteira, em 12 mil. Houve redução de 19 mil postos no agregado “Outros” e de 14 mil dos autônomos. Por sua vez, o contingente de trabalhadores domésticos aumentou em mil pessoas.

O rendimento de março de 2009, em comparação ao mesmo período de 2008, cresceu tanto para a população ocupada quanto para a assalariada, para a primeira, o rendimento médio real aumentou 7,4% e para a assalariada, 5,3%. No caso dos ocupados, o acréscimo deveu-se a elevação do rendimento, já que o nível de ocupação ficou relativamente estável. Entre os assalariados o acréscimo foi resultado de desempenhos positivos tanto do emprego quanto do nível de rendimento.
 
Voltar ao topo

SEI – Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia

Av Luiz Viana Filho, 435 - 4ª avenida, 2º andar - CAB CEP 41745-002 Salvador - Bahia Tel.: 55 (71) 3115-4704 Fax: 55 (71) 3116-1781


Copyright © 2010 Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um Software Livre com licença GNU/GPL v2.0.