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Indústria baiana apresenta sinais de recuperação
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Em fevereiro, apesar da retração de 10,0% na produção industrial baiana em relação ao mesmo mês de 2008, a indústria apresenta sinais de recuperação. A Bahia apresentou expansão de 13,7% em comparação com janeiro de 2009, a maior taxa entre os 14 estados pesquisados, seguido de Espírito Santo (8,3%) e Minas Gerais (5,7%).

De acordo com a análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, com base nos resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE, a indústria ganha fôlego, apesar de ainda estar num patamar menor do que o de 2008. A taxa de -10,0% comparativa a fevereiro do ano passado, ainda que negativa, também está bem posicionada no ranking brasileiro: foi a segunda melhor entre os estados pesquisados, atrás somente da única expansão registrada no país, de 1,5%, no Paraná, e à frente das médias brasileira (-17,0%) e nordestina (-12,1%).

Em relação a janeiro, os setores que mais contribuíram para a expansão da taxa foram produtos químicos (31,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (19,1%), seguidos da metalurgia básica (33,2%), alimentos e bebidas (3,5%) e borracha e plástico (3,0%). “Os indicadores mostram que está se desenhando uma tendência de recuperação em relação ao último trimestre de 2008. Ainda estamos num patamar baixo, mas a expectativa é de que, até o final do ano, seja ultrapassado o nível de produção do ano passado”, explica o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.

No confronto com fevereiro de 2008, quatro segmentos da indústria de transformação – que caiu 10,1% no período – registraram variações negativas. A principal contribuição negativa veio de produtos químicos (-21,8%), por conta da menor produção de etileno não-saturado e polietileno de baixa densidade. “Este segmento foi o que mais contribuiu para a retração, pois é o de maior peso na composição do setor industrial”, explica João Paulo Caetano, economista da Coordenação de Acompanhamento Conjuntural da SEI.

Outros setores que influenciaram o recuo na indústria no período foram: metalurgia básica (-24,6%) – redução na fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre, e lingotes, blocos ou placas de aços ao carbono –, refino de petróleo e produção de álcool (-7,5%) – queda na produção de óleo diesel e nafta. O segmento de celulose e produtos de papel apresentou queda de 11,9%. Dos quatro segmentos que registraram crescimento no período, são destaques alimentos e bebidas (16,6%), sendo influenciado pelo aumento na produção de farinhas e pellets da extração de óleo e óleo de soja em bruto, e veículos automotores (35,9%).

No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), comparada com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial teve queda de 13,8% e a indústria de transformação registrou taxa de -14,2%. Produtos químicos (-28,2%), metalurgia básica (-35,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (-11,2%) foram os segmentos com as maiores contribuições para a queda no período. Por outro lado, as maiores contribuições positivas vieram dos segmentos de alimentos e bebidas (13,4%) com aumento na fabricação de farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja e minerais não-metálicos (13,0%), em função do aumento na produção massa de concreto para construção.
 
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