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A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou em primeira mão, no jornal A Tarde desta quinta-feira (8), o estudo com dados sobre o Câncer de Mama na Bahia. O intuíto do Outubro Rosa, consiste em uma série de ações de natureza pública e privada que visam conscientizar a população feminina com campanhas de divulgação sobre a importância do tema, a necessidade do auto-exame, e sobretudo, de rastreamento dos casos por meio de diagnóstico precoce através da mamografia, para este que é o tipo de neoplasia que mais vitima mulheres em todo o mundo.

De acordo com estimativas do Inca (2019), para o ano de 2020 espera-se que ocorrerão 66.280 novos diagnósticos de câncer de mama em mulheres. Esse contingente representava 61,6 novos casos a cada 100 mil mulheres brasileiras. Para o estado da Bahia, a mesma estimativa apontava 3.460 novos casos e uma incidência de 43,8 a cada 100 mil mulheres baianas. E em Salvador, espera-se que 1.180 mulheres tenham diagnóstico de câncer de mama, resultando em uma taxa de 74,2 por cada 100 mil soteropolitanas.


Outra questão relevante é a concentração de casos em Salvador: as estimativas indicam que em 2020, 34,1% dos novos diagnósticos estarão na capital baiana. Isso significa dizer que, aproximadamente, 1 em cada 3 mulheres diagnosticadas com câncer de mama moram em Salvador. Essa estimativa está muito atrelada ao padrão desse tipo de neoplasia que ocorre com maior intensidade em países, regiões e cidades mais urbanizados e com melhores níveis socioeconômicos, pois estes espaços estão atrelados a determinados padrões de consumo e hábitos como sedentarismo, alimentação inadequada, entre outros.

Analisando os números de vitimas fatais em decorrência de neoplasias malignas de mama, se observa que há uma tendência de crescimento por esse tipo de morte entre as mulheres baianas. Enquanto que em 2016, 850 mulheres foram vítimas do câncer de mama na Bahia, em 2018 esse número foi de 980. Já em 2019, esse contingente foi de 1.047, o que representava um aumento de 6,8% em comparação ao ano anterior. Então, o que se observa no caso da Bahia, é um aumento na estimativa de novos diagnósticos de câncer de mama e, consequentemente, um aumento de vitimização das mulheres baianas por esse tipo de neoplasia. E essa é uma tendência que vem se observando nos anos anteriores. Embora tenha uma taxa de mortalidade maior do que qualquer outro câncer, o câncer de mama tem letalidade relativamente baixa, dado que a taxa de mortalidade é menor que um terço da taxa de incidência.

Contudo, não há um único fator de risco para o câncer de mama entre mulheres. Mas, a idade acima de 50 anos é considerada o principal motivo. Outros fatores que contribuem para o aumento do risco de desenvolver a doença são fatores genéticos (mutações dos genes BRCA1 e BRC2) e fatores hereditários (câncer de ovário na família), além da menopausa tardia (fatores da história reprodutiva e hormonal), obesidade, sedentarismo e exposições frequentes a radiações ionizantes (fatores ambientais e comportamentais).

O diagnóstico precoce é a principal medida de enfrentamento do câncer de mama. Por isso o Outubro Rosa é uma iniciativa imprescindível de conscientização da sociedade à esse tipo de neoplasia que é a que mais vitima as mulheres em todo mundo e tem apresentado tendência de crescimento na Bahia durante os últimos anos.

 

 

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