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Este boletim, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), utiliza os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados para o mês de junho de 2020, ainda em um contexto sanitário mundial atípico, da pandemia da Covid-19. 

De acordo com as informações do Novo Caged, que emprega dados do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), do Empregador Web e do antigo Caged, a Bahia fechou 2.533 postos de trabalho com carteira assinada em junho de 2020. O resultado decorre da diferença entre 29.566 admissões e 32.099 desligamentos. 

O resultado é melhor do que o registrado no mês anterior, quando 17.033 postos celetistas foram fechados. Predominam saldos negativos na série histórica do mês de junho (2010-2020). O resultado não foi o menor do período, mas ficou abaixo do verificado no referido mês do ano imediatamente anterior, quando 2.362 postos de trabalho foram criados, sem as declarações fora do prazo. 

Em junho de 2020, o estado ocupou a oitava posição em relação à geração de posições celetistas dentre os estados nordestinos e a 22ª dentre os estados brasileiros. A análise dos números do Caged reflete uma melhora em relação ao mês anterior, no estado, na região e no país. No sexto mês do ano, no Nordeste, quatro estados fecharam postos de trabalho: Pernambuco (-3.264 postos), Bahia (-2.533 postos), Ceará (-1.740 postos) e Sergipe (-684 postos). Em contrapartida, cinco estados criaram posições formais: Maranhão (+3.907 postos), Rio Grande do Norte (+1.746 postos), Alagoas (+863 postos), Piauí (+306 postos) e Paraíba (+58 postos).   

O resultado exibe no estado (-60.391 postos) os efeitos da epidemia, que também deixa impactos na região nordestina (-258.882 postos) e no país (-1.198.363 postos). No acumulado de janeiro a junho de 2020, a Bahia ocupa a oitava posição no Nordeste, a derradeira disposição foi preenchida pelo estado de Pernambuco (-67.896 postos). No Brasil, o estado está no 22° lugar, levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. 

Três segmentos contabilizaram saldos positivos no mês de junho de 2020: Administração pública (+1.231) postos, Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+1.189 postos) e Outros serviços (+149 postos). Cinco setores encerraram postos: Alojamento e alimentação (-1.652 postos), Comércio (-1.144 postos), Construção (-866 postos), Transporte, armazenagem e correio (-761 postos) e Indústria geral (-679 postos). Serviços domésticos e Informação, comunicação e outras atividades não registraram saldo.

Análise RMS e Interior 

Analisando-se os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado, em junho de 2020, constata-se perda de emprego na RMS e ganho no interior. De forma mais precisa, na RMS foram fechados 2.902 postos de trabalho no sexto mês do ano e no interior foram criadas 369 posições celetistas.

Quanto ao saldo de emprego acumulado no ano de 2020, enfatiza-se o fechamento de postos de trabalho com carteira assinada na RMS (-34.648 postos) e no interior (-25.743 postos). 

Análise Municipal 

Em junho de 2020, o município de Salvador fechou 2.074 posições celetistas e foi seguido por Camaçari (-590 postos) e Itamaraju (-426 postos). Por outro lado, Luís Eduardo Magalhães (+742 postos), Casa Nova (+487 postos) e Juazeiro (+410 postos) criaram postos de trabalhos formais.

Nos primeiros seis meses, Salvador registrou perda acumulada de 21.242 posições celetistas. O município foi acompanhado principalmente por Porto Seguro (-6.502 postos) e Camaçari (-4.322 postos). Em contrapartida, Luís Eduardo Magalhães (+1.104 postos), Medeiros Neto (+866 postos) e Sobradinho (+744 postos) ocuparam posições de destaque na geração. 

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