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Mesmo diante de um quadro relativamente mais favorável no ano de 2019 do que nos anos anteriores, um processo expressivo de melhoria  na conjuntura do mercado de trabalho não era aguardado para o começo do ano de 2020. O entendimento, à época, era de que a lentidão se manteria como característica principal e de que o desafio da retomada continuaria posto. Entretanto, ao longo do primeiro  trimestre do ano, alguns sinais iniciais da crise sanitária de escala mundial começaram a ser captados. Essa foi uma das observações trazidas pelo mais recente Boletim de Conjuntura do Mercado da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O texto também não deixa de apontar para o fato de que, no combate a Covid-19, as medidas restritivas acarretam efeitos colaterais adversos ao conjunto das engrenagens do sistema econômico, entre as quais as do mercado de trabalho. Nesse ambiente, mesmo com a sobrevida de alguns indicadores no primeiro trimestre, o desafio da retomada passou a ser enquadrado num cenário de incertezas bastante amplificadas.

Baseado nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), as análises contidas no referido boletim sugerem que o mercado de trabalho local no primeiro trimestre deste ano se desviou da rota marcada por progresso gradativo observado até o final do ano passado. Além do mais, fica claro ao longo do texto que os níveis pré-crise 2015-2016, nunca reestabelecidos, tornou-se um horizonte bem mais distante a partir do instante em que o mercado de trabalho, circunscrito por um ambiente precarizado, passa a ser tragado por essa nova perturbação com ferocidade de um tsunami.

O Boletim de Conjuntura do Mercado de Trabalho referente ao primeiro trimestre de 2020 pode ser acessado clicando aqui.

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