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O volume de serviços avançou 4,7%, na Bahia em maio em comparação com o mês imediatamente anterior. Na comparação com maio de 2019, caiu 27,2%, o indicador acumulado no ano retraiu 15,3% e o indicador acumulado em 12 meses decresceu 8,7%.  As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (10), através da Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo IBGE e sistematizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

Análise da receita nominal de serviços

A receita nominal de serviços cresceu 2,5%, na comparação com abril de 2020 , com ajuste sazonal. Na comparação com maio de 2019, caiu 27,2%, o indicador acumulado no ano retraiu 13,6% e o indicador acumulado em 12 meses decresceu 5,9%.

O volume de serviços no Brasil marcou retração de 0,9%, em maio de 2020, na comparação com o mês imediatamente anterior (série com ajuste sazonal), após ter registrado queda de 11,9% no mês de abril permanecendo a tendência de retração iniciada em fevereiro (-1,1%). Ainda sob efeito da pandemia de Covid-19, essa é a quarta taxa negativa seguida, período em que acumulou perdas de 19,7%. Em sentido oposto, a Bahia avançou 4,7%, após ter registrado recuo 21,6% em abril. Essa é a segunda variação positiva, no ano de 2020, acumulando ainda perdas de 23,6%. Esse resultado se deve a uma recuperação pontual do setor devido às medidas de enfrentamento ao Covid-19 que o governo do estado da Bahia vem adotando.

 O volume de serviços retraiu 27,2%, em relação ao mesmo mês do ano de 2019. Das cinco atividades, todas puxaram o volume de serviços para baixo, com destaque, por ordem de magnitude, as atividades de Serviços prestados às famílias (-77,6%), seguido por Outros serviços[1] (-35,4%), Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-26,3%), Serviços profissionais, administrativos e complementares (-15,8%), e Serviços de informação e comunicação (-13,4%).

No resultado acumulado do ano, o volume retraiu 15,3%, em relação ao mesmo período de 2019. Nesta análise, por ordem de magnitude, a atividade de Serviços prestados às famílias (-31,0%) apontou variação negativa, seguida por Outros serviços (-23,1%), Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-14,2%), Serviços profissionais, administrativos e complementares (-11,4%), e Serviços de informação e comunicação (-9,1%).

O volume no acumulado dos últimos 12 meses revelou retração de 8,7% em relação ao mesmo período do ano de 2019. Por ordem de magnitude, a atividade de Serviços prestados às famílias (-14,1%) apontou a retração mais acentuada seguida pelas atividades de Outros serviços (-11,8%), Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-9,5%), Serviços de informação e comunicação (-6,5%), e Serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,0%).

Em maio de 2020, o índice de atividades turísticas no Brasil apontou variação positiva de 6,6%, frente ao mês imediatamente anterior (série com ajuste sazonal). Regionalmente, 10 das 12 unidades da federação acompanharam este movimento de expansão observado no Brasil, com destaque para Rio de Janeiro (15,5%), seguido por Minas Gerais (13,5%), Paraná (19,3%) e Santa Catarina (25,4%). A Bahia também contribuiu para puxar o índice nacional para cima com variação de 0,4%.

No volume das atividades turísticas, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, o Brasil caiu 65,6%. Em termos regionais, todas as unidades da federação, onde o indicador é investigado, mostraram queda nos serviços voltados ao turismo, com destaque com destaque em termos de contribuição para São Paulo (-66,1%), seguido por Rio de Janeiro (-60,8%), Minas Gerais (-61,1%), Bahia (-73,0%), Paraná(-62,3%) e Rio Grande do Sul (-71,7%). Na receita nominal, a Bahia apontou terceira variação negativa mais expressiva em relação às outras unidades (-73,8%).

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