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As exportações baianas encerraram o primeiro semestre do ano com um valor de US$ 3,549 bilhões, o que representa uma queda de 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado.  Em junho, as vendas externas do estado alcançaram US$ 518,8 milhões com redução de 25,6% sobre o mesmo mês de 2019. O enfraquecimento dos resultados em valor no semestre é explicado por uma retração nos preços internacionais de uma série de segmentos da pauta de exportação baiana, por conta da pandemia do novo coronavírus, já que o volume embarcado de produtos (quantum) registrou aumento tanto no semestre (30,8%), ou o equivalente a 6,695 milhões de toneladas, quanto no mês de junho (12,3%),  totalizando 1,062 milhão de toneladas. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan).

As importações somaram US$ 2,372 bilhões no semestre com queda de 31,1% comparada a igual período do ano passado. No mês de junho tiveram recuo de 10,7% sobre junho do ano anterior. As quedas acentuadas da demanda interna, por conta do isolamento social e das atividades semiparalisadas, além da forte desvalorização do real, atuaram no semestre para conter as compras externas. No primeiro semestre de 2020, o saldo acumulado pelo estado em sua balança comercial foi de US$ 1,18 bilhão, 164% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A retração nos preços médios de exportação do estado chegou a 30,2% no primeiro semestre. Enquanto alguns setores do agronegócio se expandiram como os de soja, algodão, especiarias, fumo e carne de aves, além de derivados de petróleo, minerais, metais preciosos e de máquinas ligadas à produção de energia eólica, os produtos manufaturados como um todo, com exceção deste último, registraram queda de 19%, evidenciando os problemas estruturais de competitividade na exportação desse agregado, que foram agravados pela pandemia que reduziu a demanda internacional e os preços de forma mais expressiva.

No semestre, o que tem segurado o recuo nos embarques, são os setores de soja e algodão, derivados de petróleo, metais preciosos, minerais e equipamentos para indústria eólica. A soja que lidera a pauta no semestre teve alta de 6,5%, de US$ 569 milhões no primeiro semestre de 2019 para US$ 606 milhões em igual período deste ano. Com o desempenho, a soja, respondeu por 17% das exportações estaduais. No total, esses seis setores que apresentaram expansão, responderam por mais da metade do valor exportado no primeiro semestre (52,5%). Os embarques de soja, porém, não devem durar muito, porque as maiores quantidades colhidas na safra atual do grão devem ir somente até agosto. De qualquer forma, o bom desempenho do segmento agropecuário e mineral (derivados de petróleo aí incluído), embalado pela recuperação da demanda chinesa, contribuiu para atenuar os impactos na exportação no período que poderiam ser ainda mais negativos.

Mesmo com queda nas exportações totais, os embarques para a China subiram 2% no semestre, para Cingapura (69%), Turquia (365%) e Paquistão (80%), contra igual período de 2019. No período, houve retração de 5,2% das exportações para os Estados Unidos e recuo de 25% para a União Europeia. As vendas para países da América do Sul caíram 36% e para o Mercosul 43%. Para a Ásia, no entanto, o valor das exportações registrou alta de 8,4% no semestre. Com o aumento, a participação dos asiáticos saltou para 53% de todo o valor exportado pela Bahia no período, sendo que 28% só para a China.

 

 

 

 

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