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Em março de 2020, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, recuou 5,0% frente ao mês imediatamente anterior, após crescer 0,8% em fevereiro de 2020. Esse resultado reflete, principalmente, os efeitos do isolamento social no estado a partir de meados do mês de março devido à Covid-19, que afetou o processo de produção em várias unidades produtivas. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou crescimento de 5,8%. No acumulado do ano, a indústria registrou aumento de 7,1%, em relação ao mesmo período anterior. O indicador, no acumulado dos últimos 12 meses, apresentou decréscimo de 0,4% frente ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta quinta-feira (14), sistematizadas e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

No confronto de março de 2020 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou crescimento de 5,8%, com apenas quatro das 12 atividades pesquisadas assinalando aumento da produção. O setor de Derivados de petróleo (46,6%) apresentou a principal influência positiva no período, explicada, especialmente, pela maior fabricação de óleos combustíveis, óleo diesel e naftas para petroquímica. Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de Produtos alimentícios (11,1%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (73,4%) e Celulose, papel e produtos de papel (0,7%). A principal contribuição negativa foi em Metalurgia (-26,8%), influenciada, principalmente, pela menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre e fios de cobre refinado. Outros setores que apresentaram resultados negativos foram: Couro, artigos para viagem e calçados (-27,8%), Extrativas (-20,2%), Bebidas (-17,4%), Produtos químicos (-2,5%), Minerais não metálicos (-13,7%), Veículos (-2,8%) e Borracha e material plástico (-1,0%).

No acumulado do primeiro trimestre de 2020, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou aumento de 7,1%. Quatro dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Derivados de petróleo que registrou aumento de 43,0%, impulsionado pela maior fabricação de óleos combustíveis, óleo diesel e naftas para petroquímica. Importante ressaltar, também, os resultados positivos assinalados por Celulose, papel e produtos de papel (18,3%), Produtos alimentícios (6,3%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (27,6%). Negativamente, destacou-se Metalurgia (-29,3%), impulsionado, em grande parte, pela menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre e fios de cobre refinado. Vale citar ainda, a queda em Veículos (-7,2%), Couro, artigos para viagem e calçados (-11,2%), Minerais não metálicos (-14,3%), Extrativas (-6,9%), Produtos químicos (-2,1%), Borracha e material plástico (-1,4%) e Bebidas (-1,8%).

No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior,destacaram-se positivamente Derivados de petróleo (13,2%), Bebidas (10,5%) e Produtos alimentícios (0,4%). A taxa da produção industrial baiana foi de -0,4%. Seis dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Produtos químicos, que teve queda de 15,8%. Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Veículos (-4,1%), Metalurgia (-5,2%), Extrativa (-5,4%), Couro, artigos para viagem e calçados (-3,9%) e Celulose, papel e produtos de papel (-0,3%). Para conferir o boletim completo, clique aqui!

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