Página Inicial
Notícias
Acesso à informação

O quarto Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de abril, voltou a projetar a produção baiana de cereais, oleaginosas e leguminosas, para este ano, em torno de 8,8 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 7% na comparação com 2019. Em março, o levantamento apontava uma safra de grãos de 8,7 milhões de toneladas. Em relação à área plantada, o IBGE projeta uma ligeira retração de 0,7% na comparação anual, registrando uma extensão de 3,1 milhões de hectares. As informações, divulgadas nesta quarta-feira (13), foram sistematizadas e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

De acordo com o secretário estadual do planejamento, Walter Pinheiro, “os principais destaques nesta expansão foram a soja, milho e feijão, além do crescimento da safra de cebola e tomate. São informações que comprovam a eficiência das políticas públicas do governo da Bahia de estímulo à produção agrícola”, disse.

A lavoura de soja, cuja colheita já está em fase final, ficou estimada em 5,7 milhões de toneladas, 200 mil toneladas a mais do que o levantamento de março, que resulta numa expansão de 4,0% em relação ao volume produzido em 2019. A área colhida este ano de 1,6 milhão de hectares deverá superar em 1,3% à da safra anterior.

A estimativa para a safra de milho foi mantida em torno de 1,9 milhão de toneladas, em 593,5 mil hectares plantados, representando uma alta de 14,8% em relação a 2019. A primeira safra do cereal deve ser responsável por 1,5 milhão de toneladas, em 363,5 mil hectares. Por sua vez, a expectativa para a segunda safra da lavoura é de 359 mil toneladas plantadas em 230 mil hectares.

A previsão para o feijão também foi mantida, sendo estimado um total de 321 mil toneladas, superando em 10,7% a produção de 2019. A área plantada totaliza 456 mil hectares. A principal contribuição virá da segunda safra cujo volume estimado é de 184,2 mil toneladas, o que representa uma alta de 56,6% na comparação anual.

A estimativa para o algodão foi mantida em 1,4 milhão de toneladas, representando uma queda de 7,0%, em relação à safra anterior. A área plantada ficou projetada em 315 mil hectares, correspondendo a um recuo de 5,1% na mesma base de comparação.

Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estima uma produção de 4,0 milhões de toneladas, projetando uma retração de 3,9% em relação à safra anterior. A produção de cacau deverá crescer 16,2%, em 2020, na comparação com 2019, somando 122 mil toneladas.

A expectativa para a produção total de café manteve-se estável em 181 mil toneladas. A safra do tipo arábica está projetada em 74,3 mil toneladas, o que representa uma variação anual de 2,6%. A safra do canephora está estimada em 106,6 mil toneladas, correspondendo a um recuo de 1,4%, na comparação com 2019. Por sua vez, as lavouras de banana, laranja e uva apresentaram estimativas de queda, respectivamente, de 12,9%, 0,7% e 21,8% em relação à safra anterior.

As projeções indicam uma produção de 963 mil toneladas de mandioca, mantendo-se estável em relação à safra passada. A produção de cebola deve encerrar o ciclo com alta de 3,9% em relação à colheita anterior, totalizando 302,4 mil toneladas. A estimativa para o tomate também se manteve positiva, podendo alcançar 284,8 mil toneladas, que corresponde a uma expansão de 3,3% sobre a safra de 2019.

Fonte: Ascom/SEI

Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Voltar ao topo