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Em dezembro de 2018, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, declinou 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, após ter recuado 1,3% em novembro de 2018. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou crescimento de 1,3%. No acumulado do ano, houve acréscimo de 0,8%, em relação ao mesmo período do ano anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

ANÁLISE DOS SETORES DE ATIVIDADE - Na comparação de dezembro de 2018 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou aumento de 1,3%, com oito das 12 atividades pesquisadas assinalando crescimento da produção. O segmento Derivados de petróleo (12,5%) registrou a maior contribuição positiva, em grande parte, devido ao aumento na produção óleo diesel, óleo combustível, GLP e gasolina automotiva. Outros segmentos que registraram crescimento foram: Metalurgia (31,7%), Extrativa (11,9%), Minerais não metálicos (22,7%), Couro, artigos para viagem e calçados (18,2%), Bebidas (15,5%), Produtos alimentícios (1,9%) e Produtos de borracha e de material plástico (0,2%). Por outro lado, o setor Produtos químicos (-19,8%) exerceu a principal influência negativa no período, explicada especialmente pela menor fabricação de ureia, etileno não-saturado, amoníaco e princípios ativos para herbicidas. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos Veículos (-9,3%), Celulose, papel e produtos de papel (-4,4%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-51,1%). 

No período de janeiro a dezembro de 2018, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana obteve acréscimo de 0,8%. Oito dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Veículos automotores (7,9%), impulsionado, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis e bancos de metal. Outros resultados positivos foram observados em Metalurgia (7,2%), Derivados de petróleo (1,3%), Produtos alimentícios (2,3%), Bebidas (10,1%), Celulose, papel e produtos de papel (1,6%), Extrativa (1,7%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,6%). Negativamente, destacaram-se os segmentos de Produtos químicos (-6,2%) impulsionado, principalmente, pela menor fabricação de princípios ativos para herbicidas, propeno não saturado e policloreto de vinila (PVC). Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Couro, artigos para viagem e calçados (-8,5%), Minerais não metálicos (-8,0%) e Produtos de borracha e de material plástico (-1,1%).

COMPARATIVO REGIONAL - A queda no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de -3,6%, na comparação entre dezembro de 2018 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhado por oito dos 14 estados pesquisados, com destaque para as reduções mais acentuadas assinaladas por Pernambuco (-7,6%), São Paulo (-5,2%) e Amazonas (-5,0%). Por outro lado, Pará (6,1%) e Espírito Santo (3,4%) registraram as maiores taxas positivas nesse mês.nNo período de janeiro a dezembro de 2018, 10 dos 14 estados registraram taxa positiva, com destaque para expansão em Pará (9,6%), Rio Grande do Sul (5,5%), Amazonas (5,2%) e Pernambuco (4,1%). Destacaram-se com taxas negativas no período Goiás (-4,5%) e Minas Gerais (-1,0%). 

ANÁLISE TRIMESTRAL - No quarto trimestre de 2018, a indústria baiana assinalou aumento de 2,7%, revertendo o resultado negativo do terceiro trimestre quando registrou taxa de -0,1%. Destaca-se o setor de Derivados de petróleo e biocombustíveis, que passou de -0,9% para 15,6%, Extrativa, que passou de -0,3% para 8,9%, Couros, artigos para viagem e calçados, que passou de -12,2 para 2,0% e Minerais não metálicos que passou de -11,8% para 8,4%.

 

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