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A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios baianos (2015-2016). No que diz respeito ao PIB dos Municípios, este é obtido a partir do rateio do valor adicionado bruto dos setores do PIB estadual entre os municípios tomando como base estruturas de atividades construídas para cada um dos municípios.

Em 2016, o PIB baiano somou R$ 258 bilhões, sendo R$ 228 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 30,6 bilhões relativos aos Impostos sobre Produto. A Agropecuária foi o setor que apresentou maior retração (23,8) impulsionada pela agricultura, principalmente as culturas da soja e algodão herbáceo que apresentaram queda na produção, principalmente por conta de estiagem. Já o setor industrial registrou retração de 5,7% em volume, na comparação com 2015.

Essa dinâmica dos setores econômicos influenciou de forma diferenciada o PIB de cada um dos 417 municípios; dessa forma, o decréscimo da Agropecuária determinou a queda de participação dos municípios de grande relevância nesse setor. Por outro lado, o desempenho positivo da indústria, particularmente nos segmentos de Transformação e geração eletricidade, gás, água e esgoto, foi relevante para determinar o ganho de participação dos municípios onde essas atividades tem maior impacto.

O município de Salvador é responsável por 23,62% do PIB baiano, e se destaca, sobretudo, no setor de serviços; em seguida estão os municípios de Camaçari com 8,48% – com sua economia baseada na indústria de transformação, em especial nos segmentos químico e automotivo–; Feira de Santana com 5,07% - tem se destacado pelas suas características de importante entreposto comercial além de abrigar atividades industriais no Distrito Industrial de Subaé; São Francisco do Conde com 4,56% – Município que apresentou destaque em 2015, e continua em 2016, principalmente por conta do preço do petróleo, que decresceu proporcionando equilíbrio no consumo intermediário e aumento no valor adicionado da indústria que está voltada para o refino de petróleo– e por fim, Vitória da Conquista com 2,41%, município que tem referência regional nos setores de educação, saúde e principalmente no comércio, que atraem milhares de usuários e consumidores dos municípios vizinhos.

Na Bahia dois municípios destacaram-se positivamente na análise do ranking de participação do PIB nacional. O município Gentio do Ouro, que avançou 2.005 posições, favorecido pela indústria de máquinas e equipamentos demandados para a construção de um complexo eólico, e Tabocas do Brejo Velho, que alcançou a segunda colocação em termos de avanços no ranking, devido ao aumento de sua arrecadação tributária com a importação de equipamentos para geração de solar.

O setor Agropecuário tem na região Oeste os seus representantes de maior expressão. Haja vista ser a região uma das que mais cresce economicamente por conta, principalmente, da produção agroindustrial, com suporte no agronegócio em especial a produção de grãos (soja, algodão, milho e café). Já o setor Industrial é o segundo de maior peso na economia do estado, sendo caracterizado pelo alto grau de concentração econômica. Com a contribuição de apenas cinco municípios, sendo a sua maioria pertencente à Região Metropolitana de Salvador (RMS), o Valor Adicionado, alcança mais da metade da riqueza gerada pelo total do setor na Bahia (51,28%) em 2015 contra (54,17%) em 2016, proporcionado pelo crescimento principalmente na atividade refino de petróleo que sofre influência direta na oscilação do preço do petróleo. No Setor Serviços observa-se que, em 2016, Salvador aparece como principal e mais importante município baiano na composição do valor adicionado do setor, com participação de 28,7% - apresenta crescimento de participação em relação a 2015, proporcionado principalmente pelo aumento nas atividades ligadas a saúde e educação mercantil.

Analisando-se as informações do PIB municipal 2015 e 2016 a partir do ranking do PIB per capita observa-se, entre os cincos primeiros colocados, o município de São Francisco do Conde obteve crescimento destacado, em razão do preço do petróleo; a renda per capita era de R$ 219.775 em 2015, alcançando para R$296.459 em 2016. Na sequência dos maiores PIB’s per capita aparecem os municípios de: Camaçari R$ 71.067 em 2015 para R$ 75.104 em 2016; Conceição do Jacuípe R$50.835 em 2015 para R$60.168 em 2016; Itapebi R$ 41.060 em 2015 para R$ 53.224 em 2016. E por fim, Luis Eduardo Magalhães R$ 54.285 em 20015 para R$ 49.938 em 2016, queda proporcionada pela perda ocorrida na agropecuária, produção de soja e algodão, também no comercio e transporte de carga.

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