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Segundo informações analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em virtude do impacto da greve dos caminhoneiros, as exportações baianas tiveram queda de 19,5% em maio em relação a igual mês de 2017 e de 2,8% em relação a abril último, alcançando US$ 595,4 milhões. As importações também caíram 11,7%, atingindo US$ 417,4 milhões.

Mais dependentes das rodovias, os produtos manufaturados foram os mais afetados, com redução de 35,4% nas exportações na comparação com o mesmo período do anterior. Houve queda de 92% nos embarques de derivados de petróleo, 62% de calçados, 34% de pneus e de 20% de petroquímicos. Os produtos semimanufaturados também foram afetados e suas receitas caíram 14%, principalmente por conta da redução nos embarques de derivados de cacau (-53%) e celulose (-25%). Apesar de haver alguns produtos básicos estocados nos portos quando a greve começou, também houve redução de 5,7% nas receitas do agregado, basicamente devido à queda nos embarques de soja, frutas e café.

Ainda assim, a soja continua batendo recordes históricos de exportação para o período com embarques que chegaram a 1,4 milhão de toneladas no ano – crescimento de 11,2% e faturamento de US$ 545,2 milhões (+14,8%), graças à demanda externa aquecida e a preços médios 3,2 % acima do mesmo período do ano passado.

Outro destaque vem sendo a celulose, que lidera a pauta de exportações do estado no ano, com receitas recordes para o período de US$ 619,8 milhões e incremento de 26,7%, sobre 2017. Depois de avançarem até 50% no ano passado, os preços internacionais da celulose seguem em alta em 2018, com valorização média de 28,2% sobre igual período de 2017.

Importações - As importações por sua vez, embora caindo menos que as exportações, também registraram queda de 11,7% comparadas a maio do ano passado. O reflexo nos desembarques internacionais foi menor porque o registro da mercadoria importada é feita quando o bem é desembaraçado, independentemente ou não de seu despacho para o destino final.

O que deve ter pesado mais para a desaceleração das compras externas em maio principalmente de bens intermediários e de combustíveis, é a falta de dinamismo econômico e o baixo crescimento da atividade industrial. Ou seja, a propalada alta das importações que ocorre a nível nacional, mesmo tênue, por conta da recuperação da atividade econômica, ainda não se materializou ainda nas compras externas do estado.

 

O destaque positivo nas importações do mês foi para as compras de bens de capital, que tiveram crescimento de 44%, já pelo segundo mês consecutivo. As compras nessa área significam modernização e ampliação do parque produtivo, o que pode sinalizar a retomada de investimentos. Com os resultados apurados até o mês de maio, a Bahia acumula um superávit de US$ 590,1 milhões em sua balança comercial. As exportações alcançaram US$ 3,1 bilhões e estão 1,2% acima de igual período de 2017, enquanto que as importações foram de US$ 2,5 bilhões, estando 13,6% menores se comparadas a jan/maio do ano passado.

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