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O comércio varejista na Bahia registrou crescimento de 1,0% no mês de março, quando comparado a igual mês do ano de 2017, mudando a trajetória de queda do setor nos meses anteriores. No varejo nacional as vendas cresceram em 6,5%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano ficou estável. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O resultado das vendas na Bahia no mês de março reflete o aumento da confiança dos consumidores quanto ao comportamento da economia. Nesse período, observou-se melhoria gradual do emprego, principalmente o de carteira assinada. Além do que a comemoração da Páscoa nesse ano se verificou no final de março, incentivando aos segmentos que comercializam produtos típicos da época. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em março avançou 4,6 pontos, ao passar de 87,4 para 92,0  pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado o índice avançou 8,1 pontos.

Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a março de 2017, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo, sendo determinantes para o comportamento do setor, são eles: os segmentos de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (15,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,4%); Livros, jornais, revistas e papelaria (9,1%); Tecidos, vestuário e calçados (3,0%), e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,5%). Quantos aos demais apresentaram comportamento negativo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Combustíveis e lubrificantes (-11,9%), Móveis e eletrodomésticos (-1,8%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-0,4%). No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variações positivas os subgrupos de Hipermercados e supermercados e Eletrodomésticos com taxas de 3,6% e 1,7%, respectivamente, enquanto no subgrupo de Móveis a variação foi negativa em 7,8%.

Quanto aos segmentos que mais influenciaram, em março, o comportamento positivo das vendas na Bahia tem-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos. Em contrapartida ao comportamento negativo de Combustíveis e lubrificantes.

Em março, o segmento Outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu a maior contribuição positiva. Essa atividade foi influenciada pela comemoração da Páscoa que se verificou no final desse mês. Esse ramo engloba diversos segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, etc., que comercializam, principalmente, produtos de menor valor agregado.

O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que comercializa produtos de caráter de uso essencial exerceu a segunda maior influência positiva para o setor. A razão para esse movimento se explica pelo aumento da procura de medicamentos dados a incidência de virose no período.

Nesse mês de março, a atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou crescimento, rompendo uma trajetória de queda, verificada até o mês imediatamente anterior. Segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas, essa atividade vinha registrando, na Bahia, quedas consecutivas nas vendas desde maio de 2015. Esse comportamento se justifica pelo aumento da massa real de rendimentos e pela redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes exerceu, na Bahia, a maior contribuição negativa para o setor do comércio. Esse comportamento se deve à elevação nos preços dos combustíveis acima da média de preços, obrigando os consumidores a utilizarem os seus veículos de forma mais racional.

 

Comportamento do comércio varejista ampliado - O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em março, crescimento nas vendas de 2,9%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, o aquecimento no volume de negócios foi de 3,3%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou acréscimo nas vendas de 10,5% em relação a igual mês do ano anterior. Observou-se que nesse período as concessionárias costumam realizar promoções, a fim de eliminar os estoques, com a chegada de novos modelos, além da melhoria nas condições de financiamento de veículos. Em relação ao segmento Material de Construção, as vendas no mês de março foram negativas em 4,0%, comparado ao mesmo mês do ano de 2017. Nos últimos 12 meses as vendas cresceram 6,1%. O comprometimento do orçamento dos consumidores no período, dado a pagamentos de impostos e aquisição de materiais escolares refletiram numa redução nos gastos com construção e/ou reformas de imóveis.

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