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De acordo com dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em dezembro de 2017, a produção industrial (de transformação e extrativa) da Bahia, ajustada sazonalmente, recuou 1,5% frente ao mês imediatamente anterior, após crescer 3,4% em novembro último. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou decréscimo de 1,8%. A variação acumulada no período de janeiro a dezembro de 2017 registrou taxa de -1,7% em relação ao ano anterior.

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou decréscimo de 1,8%, com sete das doze atividades pesquisadas assinalando queda da produção. Os setores de Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-16,5%) e de Metalurgia (-22,9%) foram as principais influências negativas no período, explicadas pela menor produção de gasolina automotiva e óleos combustíveis, no primeiro; e de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre, no segundo. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Minerais não-metálicos (-20,0%), Couros, artigos para viagem e calçados (-17,8%) e Celulose, papel e produtos de papel (-1,5%). As principais contribuições positivas ficaram com Veículos (27,5%) e Produtos químicos (9,2%), impulsionadas pela maior fabricação de automóveis; e de etileno não-saturado, polietileno linear e propeno não-saturado, respectivamente. Outros setores que apresentaram resultados positivos foram: Indústrias extrativas (19,1%), Produtos alimentícios (7,0%) e Bebidas (4,4%).

No acumulado do período de janeiro a dezembro de 2017, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 1,7%. Seis dos 12 segmentos da indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis com recuo de 10,9% e Metalurgia, que teve queda de 26,6%, pressionados, principalmente, pela menor fabricação de óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica, no primeiro; e de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre, no segundo. Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Celulose, papel e produtos de papel (-2,0%) e Produtos de minerais não metálicos (-2,2%). Em sentido contrário, a atividade Veículos (30,8%) apresentou a principal influência positiva, impulsionada, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis. Vale citar ainda o crescimento em Couros, artigos para viagem e calçados (5,5%), Produtos de borracha e de material plástico (6,6%) e Produtos alimentícios (2,8%).

Comparativo regional - O aumento no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de 4,3%, na comparação entre dezembro de 2017 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por oito dos 14 locais pesquisados, com destaque para os aumentos mais acentuados assinalados por Amazonas (10,9%), São Paulo (10,1%) e Rio de Janeiro (7,2%). Por outro lado, Espírito Santo (-5,1%), Pernambuco (-2,5%), Bahia (-1,8%) e Minas Gerais (-1,5%) assinalaram as maiores taxas negativas nesse mês.

No acumulado de janeiro a dezembro de 2017, 12 dos 14 locais pesquisados registraram taxa positiva, com destaque para os aumentos em Pará (10,1%), Santa Catarina (4,5%) e Paraná (4,4%).  Bahia (-1,7%) e Pernambuco (-0,9%) apresentaram queda no período.

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