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As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador ficou estável em 23,8% da População Economicamente Ativa (PEA), entre novembro e dezembro de 2017. Segundo suas componentes, houve aumento da taxa de desemprego aberto, que passou de 16,8% para 17,2%, e declínio da taxa de desemprego oculto, que passou 7,0% para 6,5%. A Pesquisa de Emprego e Desemprego é analisada pela SEI em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a Fundação Seade do Estado de São Paulo, a Secretaria de Trabalho do Estado da Bahia (SETRE), e conta com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador do Ministério do Trabalho.

 

O contingente de desempregados foi estimado em 470 mil pessoas (mais 6 mil, em relação ao mês anterior). Este resultado decorreu da elevação da PEA (1,4%, ou o ingresso de 27 mil pessoas na força de trabalho da região) em número pouco superior ao acréscimo do nível de ocupação (1,4%, ou geração de 21 mil postos de trabalho) . A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 57,5%, em novembro, para 58,2%, em dezembro.

 

No mês de dezembro, o contingente de ocupados elevou-se em 1,4%, sendo estimado em 1.505 mil pessoas. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve acréscimo no Comércio e reparação de veículos (8,2% ou 24 mil) e relativa estabilidade na Indústria de transformação (0,9% ou 1 mil) e nos Serviços (0,3% ou 3 mil), enquanto declinou o contingente na Construção (-6,0% ou -7 mil).

 

Segundo posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados elevou-se (2,2% ou 21 mil), devido ao aumento no setor privado (3,0% ou 24 mil), já que houve declínio no setor público (-2,9% ou -4 mil). No setor privado, aumentou o número de empregados com carteira de trabalho assinada (2,8% ou 20 mil) e o daqueles sem registro em carteira (4,2% ou 4 mil). Houve, ainda, aumento no número de trabalhadores autônomos (1,5% ou 5 mil) e redução do contingente no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares, donos de negócio familiar, etc. (-3,4% ou -3 mil) e entre os empregados domésticos (-1,7% ou -2 mil).

 

Entre outubro e novembro de 2017, diminuiu o rendimento médio real dos ocupados (-1,8%) e, com menor intensidade, o dos assalariados (-0,7%). Em valores monetários, passaram a equivaler a R$ 1.412 e R$ 1.511, respectivamente.

 

A massa de rendimentos reais retraiu-se entre os ocupados (-1,4%) e permaneceu relativamente estável para os assalariados (-0,2%). Nos dois casos, o resultado negativo derivou do declínio no rendimento médio real, já que, para ambos, o nível de ocupação elevou-se.

 

 

Comportamento em 12 meses - Entre os meses de dezembro de 2016 e de 2017, a taxa de desemprego total na RMS declinou, ao passar de 25,2% para 23,8% da PEA. Esse resultado decorreu de reduções das taxas de desemprego aberto (de 17,6% para 17,2%) e oculto (de 7,5% para 6,5%).

 

O contingente de desempregados diminuiu em 14 mil pessoas. Tal comportamento deveu-se ao aumento do nível de ocupação (4,7% ou mais 68 mil postos de trabalho) em número superior ao acréscimo da População Economicamente Ativa ? PEA (2,8% ou mais 54 mil pessoas na força de trabalho da região). A taxa de participação aumentou de 57,7% para 58,2%.

 

Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 4,7%, ao passar de 1.437 mil para 1.505 mil pessoas. Setorialmente, houve acréscimo no contingente ocupado no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (13,7% ou 38 mil), na Indústria de transformação (10,7% ou 11 mil) e nos Serviços (2,6% ou 24 mil) e retração na Construção (-4,3% ou -5 mil).

 

Segundo posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado ficou relativamente estável (0,3% ou 3 mil), devido ao decréscimo no setor privado (-1,7% ou -14 mil), já que no setor público houve crescimento (11,6% ou 14 mil). No setor privado, reduziu-se o número de assalariados com carteira assinada (-1,9% ou -14 mil) e não variou o contingente de trabalhadores sem registro em carteira. Houve, ainda, aumento no contingente de trabalhadores autônomos (24,3% ou 68 mil) e no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (11,7% ou 9 mil) e retraiu-se o número de empregados domésticos (-9,5% ou -12 mil).

 

Entre novembro de 2016 e 2017, o rendimento médio real permaneceu estável para os ocupados e teve pequeno aumento para os assalariados (0,9%). Nesse período, houve aumento na massa de rendimentos reais dos ocupados (1,8%) e redução na dos assalariados (-4,1%). No caso dos ocupados, o resultado deveu-se ao acréscimo no nível de ocupação, já que o rendimento médio real pouco variou. Em relação aos assalariados, o resultado decorreu da retração no nível de emprego, uma vez que o salário médio real variou positivamente.

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