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Os dados apresentados referem-se aos valores anuais médios dos principais indicadores do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Salvador, estimados pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED)

 

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), mostram que, em 2017, o contingente de desempregados foi estimado em 467 mil pessoas, aumento de 11 mil pessoas em relação a 2016. Esse cenário foi resultado do acréscimo da População Economicamente Ativa – PEA (45 mil ou 2,4%) em número superior à geração de postos de trabalho (34 mil ou 2,4%). No ano em análise, a taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou, passando de 57,3% para 57,6%.

 

A Pesquisa de Emprego e Desemprego é analisada pela SEI em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a Fundação Seade do Estado de São Paulo, a Secretaria de Trabalho do Estado da Bahia (SETRE), e conta com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador do Ministério do Trabalho.

 

A taxa de desemprego total se manteve em 24,1%, entre 2016 e 2017. No período analisado, houve relativa estabilidade das taxas de desemprego aberto (de 17,1% para 16,9%) e oculto (de 7,0% para 7,1%). Entre as componentes desta última, a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário passou de 6,3% para 6,5%, e pelo desalento ficou estável em 0,7%.

 

O desempenho do nível ocupacional refletiu os acréscimos no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (3,6% ou 10 mil) e nos Serviços (3,0% ou 27 mil postos de trabalho), arrefecidos pela reatração na Construção (-2,7% ou -3 mil) e na Indústria de transformação (-0,9% ou -1 mil).

 

Na análise por posição na ocupação, observou-se que o contingente de assalariados diminuiu (-18 mil postos de trabalho ou -1,8%), resultado do declínio do emprego no setor privado (-23 mil ou -2,7%), já que o setor público cresceu (3 mil ou 2,3%). No segmento privado, reduziu-se o assalariamento com carteira de trabalho assinada (-19 mil postos ou -2,5%) e sem carteira (-2 mil ou -2,0%). No período em análise, houve, ainda, aumento no contingente de trabalhadores autônomos (44 mil ou 16,4%), no agregado demais posições, que inclui donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração, profissionais liberais e outras posições (9 mil ou 23,1%) e no de empregadores (2 mil ou 5,6%). No sentido contrário, observou-se decréscimo no número de empregados domésticos (-3 mil ou -2,5%).

 

No ano de 2017, o rendimento médio real elevou-se tanto para os ocupados (5,5%) como para os assalariados (3,4%). Em termos monetários, a remuneração média dos ocupados passou a equivaler a R$ 1.484, e a dos assalariados a R$ 1.562.

 

No ano em análise, aumentou a massas de rendimento médio real dos ocupados (7,0%) e, com menor intensidade, dos assalariados (1,4%). No caso dos ocupados, como resultado do acréscimo no rendimento médio real e, em menor proporção do nível de ocupação. Entre os assalariados, derivou exclusivamente do aumento do salário médio real, já que o nível de emprego diminuiu.

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