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De acordo com os dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), em setembro de 2017, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, recuou 1,1% frente ao mês imediatamente anterior, após crescer 4,8% em agosto último. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou acréscimo de 4,7%. A variação acumulada no período de janeiro a setembro de 2017 registrou taxa de -2,9% em relação ao mesmo período de 2016.  O indicador, no acumulado dos últimos 12 meses, recuou 4,1% frente ao mesmo período anterior, queda menos intensa do que a observada em agosto último (-5,1%).

 

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou crescimento de 4,7%, com sete das doze atividades pesquisadas assinalando aumento da produção. O setor de Veículos (30,7%) foi a principal influência positiva no período, explicada pela maior produção de automóveis. Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos Metalurgia (19,7%), Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (2,8%) e Extrativa (14,1%), explicados, sobretudo, pela maior produção de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre, no primeiro ramo; de óleo diesel, gasolina automotiva e querosene de aviação, no segundo; de minérios de cobre em bruto ou beneficiados e magnésia, no último. As principais contribuições negativas ficaram com Produtos químicos (-7,2%), influenciada pela menor produção de amônia, ureia e soda cáustica. Outros setores que apresentaram resultados negativos foram: Couros, artigos para viagem e calçados (-5,6%), Produtos de minerais não metálicos (-5,2%) e Celulose, papel e produtos de papel (-4,8%).

 

No acumulado do período de janeiro a setembro de 2017, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 2,9%. Sete dos 12 segmentos da indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Metalurgia, que teve queda de 30,5% e Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis com recuo de 7,9%. Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-67,7%), Indústrias extrativas (-2,5%), Produtos químicos (-1,4%) e Bebidas (-2,3%). Em sentido contrário, a atividade Veículos (19,2%) apresentou a principal influência positiva, impulsionada, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis. Vale citar ainda o crescimento em Couros, artigos para viagem e calçados (9,3%), Produtos de borracha e de material plástico (6,0%), Produtos alimentícios (1,4%) e Celulose, papel e produtos de papel (0,6%).

 

No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 4,1%. Sete dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-10,8%) e Metalurgia (-27,4%). Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Indústrias extrativas (-9,8%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-49,7%), Produtos de minerais não metálicos (-4,0%) e Produtos químicos (-1,9%). Positivamente, destacaram-se Veículos (19,5%), Couros, artigos para viagem e calçados (10,7%), Celulose, papel e produtos de papel (2,5%) e Produtos alimentícios (1,2%).

 

Comparativo regional - O aumento no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de 2,6%, na comparação entre setembro de 2017 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por 10 dos 14 locais pesquisados, com destaque para os aumentos mais acentuados assinalados por Pará (13,2%), Rio de Janeiro (11,3%) e Paraná (8,9%). Por outro lado, Rio Grande do Sul (-5,0%), Pernambuco (-4,1%) e Espírito Santo (-2,7%) assinalaram taxas negativas nesse mês.

 

No acumulado de janeiro a setembro de 2017, 12 dos 14 locais pesquisados registraram taxa positiva, com destaque para os aumentos em Pará (9,8%), Paraná (5,1%), Santa Catarina (3,6%) e Espírito Santo (3,0%). Bahia (-2,9%) e Pernambuco (-0,1%) apresentaram queda no período.

 

Análise trimestral - No terceiro trimestre de 2017, comparado com o mesmo período do ano anterior, a indústria baiana reverteu a queda de cinco trimestres consecutivos, registrando taxa de 5,6%. Destaca-se o aumento dos setores de Derivados de petróleo, que passou de -10,5% para 6,9% do segundo para o terceiro trimestre; Veículos, de 15,6% para 23,2%, Extrativa, de -3,0% para 10,9%, e Bebidas, de -13,7% para 9,3%. Em sentido contrário, ressalta-se a intensificação na queda de Couros, artigos para viagem e calçados, que passou de 17,4% para -0,7% e Produtos de minerais não metálicos, de -1,5% para -3,9%.

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