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De acordo com dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em julho de 2017, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, aumentou 7,2% frente ao mês imediatamente anterior, após recuar 10,1% em junho último. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou acréscimo de 7,7%. A variação acumulada no período de janeiro a julho de 2017 registrou taxa de -5,2% em relação ao mesmo período de 2016.  O indicador, no acumulado dos últimos 12 meses, recuou 6,4% frente ao mesmo período anterior, queda menos intensa do que a observada em junho último (-8,6%).

 

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou crescimento de 7,7%, com oito das doze atividades pesquisadas assinalando aumento da produção. Os setores de Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (16,2%), Veículos (20,7%) e Celulose, papel e produtos de papel (30,1%) foram as principais influências positivas no período, explicada pela maior produção de gasolina automotiva, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e parafina; no primeiro; de automóveis e painéis para instrumentos dos veículos automotores, no segundo; e de pastas químicas de madeira (celulose), no último. Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos Produtos alimentícios (7,7%) e de Produtos de borracha e de material plástico (16,7%), explicados, sobretudo, pela maior produção de açúcar cristal, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e cacau ou chocolate em pó; e de pneus novos usados em automóveis, respectivamente. A principal contribuição negativa ficou com Metalurgia (-23,7%), influenciada pela menor produção de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre. Outros setores que apresentaram resultados negativos foram: Produtos químicos (-1,5%) e Produtos de minerais não metálicos (-5,6%).

 

No acumulado do período de janeiro a julho de 2017, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 5,2%. Seis dos 12 segmentos da indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Metalurgia, que teve queda de 38,3% e Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis com recuo de 10,6%. Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Indústria extrativa (-6,6%), de Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-69,3%) e de Produtos químicos (-1,5%). Em sentido contrário, a atividade Veículos (17,3%) apresentou a principal influência positiva, impulsionada, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis. Vale citar ainda o crescimento em Couros, artigos para viagem e calçados (14,5%), Produtos alimentícios (1,5%), Produtos de borracha e de material plástico (4,6%) e Produtos de minerais não metálicos (0,3%).

 

No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 6,4%. Seis dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-15,7%) e Metalurgia (-31,9%). Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Indústria extrativa (-16,1%), Produtos de minerais não metálicos (-5,9%) e Produtos químicos (-1,2%). Positivamente, destacaram-se Veículos (19,8%), Produtos alimentícios (2,9%) e Couros, artigos para viagem e calçados (15,5%).

 

 

Comparativo regional - O aumento no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de 2,5%, na comparação entre julho de 2017 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por 10 dos 14 locais pesquisados, com destaque para os aumentos mais acentuados assinalados por Bahia (7,7%), Santa Catarina (4,6%) e São Paulo (4,0%). Por outro lado, Pernambuco (-5,8%), Rio de Janeiro (-5,0%) e Espírito Santo (-4,4%) assinalaram as maiores taxas negativas nesse mês. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, 11 dos 14 locais pesquisados registraram taxa positiva, com destaque para os aumentos em Paraná (3,9%), Santa Catarina (3,5%) e Espírito Santo (3,1%). A Bahia (-5,2%) apresenta a maior queda do período, seguida por Mato Grosso (-0,9%) e Pernambuco (-0,4%).

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