Página Inicial
Notícias
Acesso à informação

O comércio varejista registrou na Bahia um recuo de 2,1% no volume de vendas no mês de abril, quando comparado a igual mês do ano de 2016. No varejo nacional as vendas cresceram em 1,9%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou variação positiva de 2,1%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

 

A conjuntura adversa da atividade econômica ainda continua influenciando o comportamento do setor. Na Bahia, o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ditou fortemente o ritmo de queda influenciado por fatores como menor ritmo na oferta de crédito e restrição orçamentária das famílias e elevado nível de desemprego. De acordo com a PNAD contínua do IBGE a taxa de desemprego ainda permanece elevada no primeiro trimestre de 2017 com a taxa de 18,7%. Apesar da comemoração da Páscoa nesse ano ter ocorrido em abril, levando a um ritmo de queda amenizado, o resultado revela que o consumidor ainda continua agindo de forma parcimoniosa nos seus gastos.

 

Dados por atividade - os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a abril de 2016, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Livros, jornais, revistas e papelaria (35,3%), Móveis e eletrodomésticos (17,0%); Tecidos, vestuário e calçados (3,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,3%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (2,0%). Os segmentos de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,2%); Combustíveis e lubrificantes (-6,5%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,8%) apresentaram variações negativas. No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variação negativa: Hipermercados e supermercados (-11,0%). O subgrupo de móveis e eletrodomésticos registraram variação positivas de 4,2% e 21,2%, respectivamente.

 

Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento negativo das vendas na Bahia, por ordem decrescente têm-se, pelo terceiro mês consecutivo: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; e Combustíveis e lubrificantes.

 

 Em abril, o comportamento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista foi determinante para a queda nas vendas do setor, contrariando a sua contribuição no cenário nacional. O declínio registrado por esse segmento se repete pelo vigésimo quarto mês consecutivo.

 

O segmento de Combustíveis e lubrificantes exerceu, na Bahia, o segundo maior peso para a queda verificada nas vendas. Esse comportamento continua sendo atribuído a alguns fatores como o menor ritmo da atividade econômica e à nova política de preços dos combustíveis, adotada em 2017, a qual os consumidores ainda estão se adaptando.

 

Contrapondo o comportamento registrado por esses segmentos, tem-se o segmento de Móveis e eletrodomésticos que exerceu maior contribuição para amenizar o ritmo de queda nas vendas baianas, sendo o subgrupo de eletrodomésticos o de maior destaque. A razão para o desempenho contraditório pode ser atribuída à liberação para o saque nas contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

Comportamento do comércio varejista ampliado - O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em abril, decréscimo nas vendas de 3,6%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 8,8%. O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou queda nas vendas (6,4%) em relação a igual mês do ano anterior. Levando a um recuo de 7,0% nas vendas do segmento nos últimos meses. Esse comportamento é justificado pelo menor ritmo da atividade econômica, na oferta de crédito e restrição orçamentária das famílias. Em relação ao segmento Material de Construção, as vendas no mês de abril foram negativas em 9,3%, comparado ao mesmo mês do ano de 2016.

Voltar ao topo