Página Inicial
Notícias
Acesso à informação

 

Impulsionada pelos preços favoráveis de produtos básicos, as exportações baianas alcançaram US$ 739,7 milhões em maio, com crescimento de 5% sobre o mesmo mês do ano passado. Com o resultado, as vendas externas da Bahia passaram a acumular US$ 3 bilhões e crescimento de 4,1% no ano. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

 

O impacto da alta de preços no resultado das exportações em maio ocorreu em quatro principais segmentos: derivados de petróleo, produtos químicos orgânicos, celulose e soja. Na média, o preço dos produtos exportados pelo estado subiu 5,8% comparado ao mesmo mês do ano passado, favorecido pela base de comparação baixa, já que em 2016 os preços desses produtos estiveram nos níveis mais baixos em dez anos. Com a melhora das perspectivas para a economia mundial e os sinais de recuperação do comércio global, as cotações das exportações deram uma melhora, mas ainda estão bastante abaixo dos níveis elevadíssimos observados entre 2013 e 2014, por exemplo.

 

O volume (quantum) exportado até maio avançou apenas 4,3% no período. Embora o mundo de fato tenha começado a crescer a um ritmo mais forte, a demanda externa ainda não é das mais expressivas, e os produtos manufaturados enfrentam problemas de competitividade para ganhar mercados. Assim, o fator determinante para o crescimento das exportações estaduais em 2017, foram os embarques de derivados de petróleo, que com a subida nas cotações externas, deram um grande impulso no aumento dos embarques do segmento, crescendo 22,3% em volume e 107,4% em receitas até maio.

 

Importações - As importações baianas em maio voltaram a registrar redução, dessa vez de 27% comparadas ao mesmo mês do ano anterior, atingindo US$ 474,2 milhões. No acumulado do ano, as compras externas do estado chegam a U$ 2,88 bilhões, 8,9% acima do mesmo período do ano passado.

 

Em maio, como reflexo do baixo nível de atividade da economia, todas as categorias de uso registraram quedas principalmente combustíveis (-47%), bens de consumo duráveis (-57,2%) e bens de capital (-32,3%). A volta da queda nas compras neste último agregado em abril e maio, é o que mais preocupa, depois de onze meses de alta consecutiva. No ano, a categoria já registra queda de 11,2%, reflexo da falta de confiança na economia.

 

O aumento das importações no acumulado até maio deve-se, a alta a reposição de intermediários pela indústria, ao câmbio mais favorável para as importações e principalmente a baixa base de comparação. Esse ano, o crescimento do quantum importado (6,7%) é inferior ao incremento do valor, resultado do aumento dos preços dos combustíveis e do crescimento nas compras de trigo, cacau, fertilizantes, nafta e óleo diesel.

 

Voltar ao topo