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Em abril de 2017, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, recuou 0,7% frente ao mês imediatamente anterior, após crescer 2,2% em março último As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou queda de 8,0%. A variação acumulada entre janeiro e abril de 2017 registrou taxa de -8,2% em relação ao mesmo período de 2016.  O indicador, no acumulado dos últimos 12 meses, recuou 8,4% frente ao mesmo período anterior, queda mais intensa do que a observada em março último (-7,8%).

 

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou queda de 8,0%, com nove das doze atividades pesquisadas assinalando queda da produção. Os setores de Metalurgia (-48,3%) e Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-11,9%) foram as principais influências negativas no período, explicada pela menor fabricação dos itens barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre, no primeiro; e de óleo diesel, gasolina automotiva, GLP e naftas para petroquímica, no segundo. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-85,5%), Extrativa (-9,2%) e Produtos alimentícios (-4,9%). A principal contribuição positiva ficou com Veículos (15,6%), influenciada não só pelo aumento na produção de automóveis, mas também por conta da baixa base de comparação, já que este setor registrou queda de 31,2% em abril de 2016. Outros setores que apresentaram resultados positivos foram: Couros, artigos para viagem e calçados (9,5%) e Celulose, papel e produtos de papel (1,3%).

 

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2017, comparado-se com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou decréscimo de 8,2%. Sete dos 12 segmentos da indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, que teve queda de 16,4% e Metalurgia com recuo de 40,7%. Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Indústrias extrativas (-12,7%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-73,5%), Produtos alimentícios (-4,2%) e Celulose, papel e produtos de papel (-3,4%). Positivamente, destacou-se Veículos (17,3%), impulsionado, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis. Vale citar ainda o crescimento em Couros, artigos para viagem e calçados (12,9%), Produtos químicos (1,7%), Produtos de minerais não metálicos (1,7%) e Bebidas (5,8%).

 

No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 8,4%. Sete dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, que teve queda de 21,4%. Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Metalurgia (-20,0%), Indústria extrativa (-22,0%), Produtos de minerais não metálicos (-7,8%), Produtos de borracha e de material plástico (-3,6%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-43,9%). Positivamente, destacaram-se Veículos (10,3%), Produtos alimentícios (2,3%) e Produtos químicos (1,9%). Vale citar ainda o crescimento em Couros, artigos para viagem e calçados (11,8%) e Bebidas (7,0%).

 

 

Comparativo Regional - A redução no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de 4,5%, na comparação entre abril de 2017 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por 11 dos 14 locais pesquisados, com destaque para as retrações mais acentuadas assinaladas por São Paulo (-8,1%), Bahia (-8,0%), Pernambuco (-7,2%), Mato Grosso (-6,2%), Goiás (-6,1%) e Ceará (-5,9%). Por outro lado, Amazonas (7,7%), Rio de Janeiro (3,2%) e Espírito Santo (1,4%) assinalaram taxas positivas nesse mês.

 

No acumulado do primeiro quadrimestre, cinco dos 14 locais pesquisados registraram taxa negativa, com destaque para as retrações em Bahia (-8,2%), Ceará (-2,9%) e São Paulo (-1,9%). As maiores expansões do período ocorreram em Rio de Janeiro (5,2%), Espírito Santo (3,3%), Santa Catarina (3,0%).

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