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A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia analisou os números da Bahia levantados pelo suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que investiga aspectos de relações do trabalho e sindicalização.

 

Em 2015, a Bahia possuía cerca de 3,1 milhões de trabalhadores no setor privado e empregados domésticos com 16 anos ou mais de idade, dos quais 2,7 milhões (86,2%) exerciam atividade no setor não agrícola e 428 mil (13,8%) atuavam no setor agrícola. Deste contingente, aproximadamente 131 mil trabalhadores baianos possuíam algum tipo de impeditivo financeiro para deixar o trabalho (cerca de 4,2% do universo pesquisado), seja relacionado com dívida com o empregador por alimentação (88 mil), transporte (72 mil), instrumento de trabalho (43 mil), aluguel (9 mil) ou outro tipo de débito (13 mil).

 

Cerca de 90% dos trabalhadores entrevistados na Bahia declararam que o número de horas efetivamente trabalhadas estava em sintonia ao que foi anteriormente pactuado com o empregador, e aproximadamente 94% declararam que o rendimento recebido estava em sintonia com o que fora pactuado. Já em relação ao nível do salário e dos complementos/gratificações salariais que recebiam, 49,1% dos trabalhadores do estado se revelaram satisfeitos ou muito satisfeitos.

 

No quesito auxílio-alimentação, do montante de 1,1 milhão de trabalhadores beneficiados na Bahia, 59,9% se posicionaram como satisfeitos ou muito satisfeitos. Tais percentuais no Brasil e no Nordeste, contudo, revelaram-se superiores, 66,1% e 61,7% respectivamente.

 

A proporção de empregados do setor privado e trabalhadores domésticos satisfeitos ou muito satisfeitos quanto à jornada de trabalho se mostrou maior na Bahia (68,1%) que no Nordeste (67,2%), apesar de ambos percentuais estarem abaixo da média brasileira (72,4%).

 

 

No ano de 2015, cerca de 1,4 milhão de trabalhadores baianos com 16 anos ou mais estavam sindicalizados, basicamente como membros de sindicatos de empregados urbanos (57,7%). A razão principal da associação era a defesa dos direitos dos trabalhadores por parte dessa instituição, em que pese a baixa utilização dos serviços destas entidades: apenas 20,3% dos sindicalizados na Bahia utilizavam os serviços oferecidos pelo sindicato.

 

Quanto à participação do sindicato ativo em negociação ou dissídio coletivo sobre benefícios (cartão ou vale refeição, transporte ou alimentação, auxílio creche, auxílio saúde, etc.), observou-se que, na Bahia, 61,5% dos sindicalizados afirmaram que sim, os sindicatos os haviam representado, enquanto no Brasil, 56,9% dos sindicalizados asseguraram o mesmo.

 

Quanto à participação do sindicato ativo em questões pautadas na jornada de trabalho (horário de trabalho, folgas, horas extras etc.), 48,8% dos trabalhadores sindicalizados baianos consideraram o sindicato atuante – contrastando com 44,3% no Nordeste e 43,0% no Brasil.

 

Notória foi a visão em relação à influência sobre os rendimentos. As respostas dos associados sobre a participação do sindicato ativo em negociação ou dissídio coletivo sobre rendimentos monetários (salários, remunerações, gratificações, etc.) extrapolaram os 90,0% nas três regiões em análise.

 

Sobre os trabalhadores não sindicalizados, a pesquisa revela que a não associação foi motivada principalmente pelo desconhecimento de sindicato que representasse a categoria. Para a Bahia, o percentual foi de 26,2%. 

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