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No mês de março, o comércio varejista registrou queda de 4,6% no volume de vendas quando comparado a igual mês do ano de 2016. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional. O comportamento negativo nos negócios também se verifica no varejo nacional que registrou a taxa negativa de 4,0%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou taxa negativa de 2,3%.

 

A conjuntura adversa da atividade econômica ainda continua influenciando o comportamento do setor. Além de fatores como menor ritmo na oferta de crédito e restrição orçamentária das famílias, apesar do Índice de Confiança do Consumidor, da Fundação Getulio Vargas, registrar crescimento de 3,5 pontos em março, confirmando a retomada da trajetória de alta de confiança do consumidor.

 

Análise de desempenho do varejo por ramo de atividade - Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a março de 2016, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento negativo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-13,0%); Combustíveis e lubrificantes (-9,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-8,0%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-7,2%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,0%). Os segmentos de Livros, jornais, revistas e papelaria (48,5%), Móveis e eletrodomésticos (20,3%); e Tecidos, vestuário e calçados (2,4%) apresentaram variações positivas. No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variação negativa: Móveis (-15,0%), e o de Hipermercados e supermercados (-14,3%). O subgrupo de eletrodoméstico registrou variação positiva (20,4%).

 

Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento negativo das vendas na Bahia, por ordem decrescente têm-se, pelo segundo mês consecutivo: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; e Combustíveis e lubrificantes.

 

Em março, o comportamento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista foi determinante para a queda nas vendas do setor. O declínio registrado se repete pelo vigésimo terceiro mês consecutivo. De acordo com o IBGE, além da redução da massa de rendimentos real habitualmente recebida e da elevação da taxa de desocupação em 2,8 pontos percentuais no período de jan-fev-mar/17, o segmento sofreu em março o efeito base. No ano passado a comemoração da Páscoa ocorreu em março, enquanto em 2017 foi comemorado em abril.

 

O segmento de Combustíveis e lubrificantes exerceu, na Bahia, o segundo maior peso para a queda verificada nas vendas. Esse comportamento continua sendo atribuído a alguns fatores como o menor ritmo da atividade econômica e à nova política de preços dos combustíveis, adotada em 2017, a qual os consumidores ainda estão se adaptando.

 

Comportamento do comércio varejista ampliado -  O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em março, decréscimo nas vendas de 2,0%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 9,4%.

 

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou um suave crescimento nas vendas (1,6%) em relação a igual mês do ano anterior. Mas a variação positiva não conseguiu reverter a trajetória de queda registrada nos últimos meses. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 6,9%. Esse comportamento é justificado pelo menor ritmo da atividade econômica, na oferta de crédito e restrição orçamentária das famílias. Em relação ao segmento Material de Construção, as vendas no mês de março foram negativas em 9,1%, comparado ao mesmo mês do ano de 2016.

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