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De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a Bahia contabilizou um saldo negativo de 2.920 postos de trabalho com carteira assinada em março de 2017. Tal resultado expressa a diferença entre o total de 45.596 admissões e 48.516 desligamentos. O saldo registrado em março significou arrefecimento das perdas em relação a igual período do ano anterior (-4.803 postos) e ampliação das supressões de postos em relação ao do mês de fevereiro de 2017 (-1.704 postos), sem incluir as declarações fora do prazo.

Setorialmente, em março, cinco segmentos contabilizaram saldos negativos: Comércio (-2.432 postos), Serviços (-1.166 postos), Construção Civil (-663 postos), Indústria de Transformação (-449 postos) e Extrativa Mineral (-41 postos). Três setores absorveram trabalhadores celetistas: Agropecuária (+658 postos), Administração Pública (+598 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (+575 postos).

No acumulado dos últimos três meses, quatro setores de atividade registraram saldos negativos, destes, o pior saldo foi o de Comércio (-4.817 postos), seguido por Construção Civil (-3.792 postos), Serviços (-1.623 postos) e Extrativa Mineral (-115 postos). Os setores que apresentaram saldos positivos foram: Administração Pública (+2.003 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (+1.397 postos), Agropecuária, Ext. Vegetal, Caça e Pesca (+1.255 postos) e Indústria da Transformação (+1.020 postos).

Análise regional - A Bahia (-2.920 postos) ocupou a sexta posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados nordestinos e a 19ª posição no Brasil em março de 2017. Na Região Nordeste, os nove estados apresentaram saldos negativos. O pior saldo foi Alagoas (-9.335 postos), seguido por Ceará (-4.675 postos), Pernambuco (-3.832 postos), Bahia (-2.920 postos), Maranhão (-2.801 postos), Sergipe (-2.477 postos), Paraíba (-1.939 postos), Piauí (-947 postos) e Rio Grande do Norte (-569 postos).

Acumulado do Ano – No acumulado dos três últimos meses, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de -4.672 postos de trabalho, isso levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que a Bahia ocupasse a décima oitava posição no país e o terceiro lugar no nordeste no que diz respeito a geração de empregos. Na derradeira posição na região nordestina está Pernambuco (-33.845 postos), seguido por Alagoas (-27.633 postos), Ceará (-11.821 postos), Paraíba (-9.455 postos), Maranhão (-6.645 postos), Sergipe (-6.554 postos), Bahia (-4.672 postos), Rio Grande do Norte (-4.568 postos) e Piauí (-1.084 postos). Todos os estados nordestinos totalizaram saldo negativo no acumulado de janeiro a março de 2017.

Análise RMS e Interior - Analisando os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado, em março de 2017, constata-se que o resultado do emprego foi negativo na RMS e no interior. De forma mais precisa, na Região Metropolitana de Salvador foram encerrados 2.700 postos de trabalho e no interior, 220 posições celetistas. Quanto ao saldo de emprego de janeiro a março de 2017, enfatiza-se que somente a RMS (-6.910 postos) encerrou postos de trabalho com carteira assinada. A criação de postos ocorreu no interior (2.238 postos).

 

Análise Municipal - Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes que tiveram os menores saldos de empregos, em março de 2017, ressaltam-se Salvador (-2.127 postos), Lauro de Freitas (-765 postos) e Feira de Santana (-502 postos). Em contrapartida, Luís Eduardo Magalhães (+693 postos), Jequié (+479 postos) e Dias D’Ávila (+410 postos) se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.

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