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De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a Bahia contabilizou um saldo negativo de 1.704 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro de 2017. Tal resultado expressa a diferença entre o total de 44.017 admissões e 45.721 desligamentos. O saldo registrado em fevereiro significou arrefecimento das perdas em relação a igual período do ano anterior (-5.812 postos), como pode ser observado no Gráfico 1, e ampliação das supressões de postos em relação ao do mês de janeiro de 2017 (-145 postos), sem incluir as declarações fora do prazo.

Setorialmente, em fevereiro, três segmentos contabilizaram saldos negativos: Construção Civil (-2.533 postos), Comércio (-1.263 postos) e Extrativa Mineral (-139 postos). Cinco setores absorveram trabalhadores celetistas: Administração Pública (+747 postos), Indústria de Transformação (+575 postos), Agropecuária (+499 postos), Serviços (+254 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (+156 postos).

No acumulado dos últimos dois meses, quatro setores de atividade registraram saldos negativos, destes, o pior saldo foi o de Construção Civil (-3.254 postos), seguido por Comércio (-2.233 postos), Serviços (-459 postos), e Extrativa Mineral (-71 postos). Os setores que apresentaram saldos positivos foram: Administração Pública (+1.407 postos), Indústria da Transformação (+1.200 postos), Serv. Industriais de Utilidade Pública (+823 postos) e Agropecuária, Ext. Vegetal, Caça e Pesca (+595 postos).

 

Análise regional - A Bahia (-1.704 postos) ocupou a quinta posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados nordestinos e a 19ª posição no Brasil em fevereiro de 2017. Na Região Nordeste, sete estados apresentaram saldos negativos. O estado com o pior saldo foi Pernambuco (-16.342 postos), seguido por Alagoas (-11.403 postos), Sergipe (-3.412 postos), Maranhão (-1.963 postos), Bahia (-1.704 postos), Rio Grande do Norte (-1.282 postos) e Paraíba (-1.144 postos). Piauí (+178 postos) e Ceará (+64 postos) criaram postos de trabalho celetista.

 

Acumulado do Ano – No acumulado dos dois últimos meses, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de -1.992 postos de trabalho, isso levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que a Bahia ocupasse a décima sétima posição no país e o segundo lugar no nordeste no que diz respeito a geração de empregos. Na derradeira posição na região nordestina, está Pernambuco (-29.998 postos), seguido por Alagoas (-18.170 postos), Ceará (-7.601 postos), Paraíba (-7.552 postos), Sergipe (-4.164 postos), Maranhão (-4.088 postos), Rio Grande do Norte (-4.041 postos), Bahia (-1.992 postos) e Piauí (-198 postos). Todos os estados nordestinos totalizaram saldo negativo no acumulado de janeiro a fevereiro de 2017.

 

Análise RMS e Interior - Analisando os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado, em fevereiro de 2017, constata-se que o resultado do emprego foi negativo na RMS e positivo no interior. De forma mais precisa, na Região Metropolitana de Salvador foram encerrados 3.076 postos de trabalho e no interior foram criadas 1.372 posições celetistas.

Quanto ao saldo de emprego de janeiro a fevereiro de 2017, novamente, enfatiza-se que a RMS (-4.217 postos) encerrou postos de trabalho com carteira assinada. A criação de postos ocorreu no interior (2.225 postos).

 

Análise Municipal - Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes que tiveram os menores saldos de empregos, em fevereiro de 2017, ressaltam-se Salvador (-2.271 postos), Mucuri (-365 postos) e Camaçari (-350 postos). Em contrapartida, Luis Eduardo Magalhães (+487 postos), Jacobina (+324 postos) e Dias D’Ávila (+271 postos) se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.

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