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PNAD indica avanços nas condições de moradia e mercado de trabalho na Bahia
Entre 2006 e 2008, a Bahia apresentou avanços nos principais indicadores relacionados às condições de vida da população. Mercado de trabalho, renda, bens de consumo, Internet, educação e condições de moradia foram alguns dos itens avaliados em estudo elaborado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), com base nas informações disponibilizadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/ IBGE).


A população baiana ampliou o acesso a bens de consumo que indicam melhoria de sua qualidade de vida. “Os serviços pesquisados são determinantes das condições de habitação, com reflexos diretos no cotidiano da população. Da mesma forma, os bens que permitem acesso à informação e à comunicação são essenciais à vida moderna, resultando em maior conforto, bem-estar e capacidade de inserção no mercado de trabalho”, explica a diretora de Pesquisas da SEI, Thaiz Braga.

O acesso ao computador teve o maior crescimento proporcional entre os bens de consumo: 63,5%, passando a fazer parte da vida de cerca de 17,3% dos domicílios baianos. O acesso à Internet nos domicílios segue ritmo ainda maior, com 79,8% de incremento, passando de 7,5% para 13,5% dos domicílios no estado.

Outros bens de consumo que ampliaram sua presença na vida pessoas foram: máquina de lavar roupas, com incremento de 32,7%, telefone (28,3%), geladeira (10,5%), televisão (6,3%), freezer (2,6%), aparelho de rádio (2,2%) e filtro de água (0,7%). Dos itens pesquisados pela PNAD, somente fogão, já com alta presença nos domicílios (96,2%), teve queda (-1,6%).

Condições de moradia melhoram nas zonas rurais

As condições de moradia são afetadas de forma decisiva pelo acesso à água, esgotamento sanitário e energia elétrica. Houve um incremento de 7,4% nos domicílios com acesso à rede geral de água com canalização, sendo que o aumento entre os domicílios rurais foi de 33,9%. “Os números refletem o esforço das políticas governamentais no sentido de descentralizar os investimentos públicos. Ainda há muito a ser feito, pois em 2008, persistia a desigualdade espacial, com a proporção de domicílios com acesso à água de 34,1% nas zonas rurais e de 94,4% nas áreas urbanas”, destaca o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, lembrando ainda que esta desigualdade é histórica e está sendo reduzida pelas ações do governo Wagner.

No caso do esgotamento sanitário, houve acréscimo de 9,5% na proporção de domicílios atendidos, entre 2006 e 2008. Neste caso, o incremento foi de 118,1% nas zonas rurais e de 4,1% nas zonas urbanas. Assim como no acesso à água, a desigualdade neste quesito ainda é grande: 74,9% dos domicílios urbanos são atendidos, enquanto 15,5% dos domicílios rurais têm ligação à rede de esgoto.

As zonas rurais da Bahia também tiveram prioridade no acesso à iluminação elétrica, pois apresentaram 11,1% de aumento dos domicílios com energia. Na zona urbana o percentual de domicílios atendidos alcança 99,7% , enquanto que na área rural, os dados apontam para 86,3%.

Bahia concentra maior contingente rural do País

A ênfase dos indicadores nas áreas rurais do estado encontram correlação com os dados demográficos. “No que se refere à população rural, mantivemos o maior contingente do país. Estão na Bahia cerca de 14,7% da população rural do Brasil”, diz a diretora de Pesquisas da SEI. Segundo a PNAD, a Bahia permanece, em 2008, com um grau de urbanização (68,9%) inferior ao do Nordeste (72,4%) e do Brasil (83,8%), o que reflete o elevado porte demográfico de sua população rural (cerca de 4,5 milhões).

A Bahia se destaca como o quarto maior contingente demográfico entre os estados brasileiros e o maior no Nordeste, com um total de aproximadamente 14,6 milhões de habitantes. O estado manteve sua liderança em termos populacionais no Nordeste, concentrando cerca de 27% dos residentes regionais. A PNAD mostra que estão mantidas as tendências de urbanização e envelhecimento populacional no estado.

Emprego cresce 7,9% e renda aumenta 26%

O mercado de trabalho baiano mostrou avanços significativos entre 2006 e 2008. O emprego com carteira assinada teve incremento de 7,9% e a taxa de desemprego caiu 1,7%, enquanto a taxa de ocupação ficou relativamente estável (0,2%). Um importante avanço foi encontrado na taxa de trabalho da criança e do adolescente (10 a 14 anos), que caiu 10,8%. O rendimento médio nominal aumentou 26,2%, ao mesmo tempo em que diminuiu 2,8% o número de pessoas sem rendimento no estado.

“Vale destacar que houve um aumento da taxa de participação no mercado de trabalho baiano de 60,7% para 63,1%, o que significa que os trabalhadores passaram a acreditar mais na possibilidade de se engajar no mercado de trabalho. Situações como essa acontecem em momentos de expansão da atividade econômica”, explica o coordenador de Pesquisas Sociais da SEI, Laumar Neves.

Se comparado somente com o ano de 2007, o mercado de trabalho registrou um incremento importante na ocupação baiana da ordem de 330 mil postos, o que significa uma variação da ordem de 5,0%, enquanto que no Brasil a variação foi de 2,8%. Esse incremento da ocupação verificado na Bahia entre 2007 e 2008 corresponde a 54,2% de toda a ocupação gerada no âmbito da região Nordeste que foi de 609 mil ocupações. Enquanto que no Brasil, a variação foi de 2,8%, o que significou a entrada de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas no contingente de ocupados.

Participação de domicílios com acesso a bens de consumo e respectivas variações

INDICADORES

2006

2007

2008

Variação 2006/2008 (%)






POSSE DE BENS DE CONSUMO





Telefone (percentual de Domicílios)

50,1

56,5

64,3

28,3

Fogão (percentual de Domicílios)

97,8

95,8

96,2

-1,6

Televisão (percentual de Domicílios)

84,5

88,0

89,8

6,3

Geladeira (percentual de domicílios)

70,4

74,1

77,8

10,5

Computador (percentual de Domicílios)

10,6

13,9

17,3

63,5

Rádio

81,7

81,0

83,5

2,2

Filtro de água

61,9

61,5

62,3

0,7

Lava roupas

11,6

12,5

15,4

32,7

Freezer

7,0

6,8

7,2

2,6

 
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