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SEI apresenta indicadores sociais à equipe do Fundo de Combate à Pobreza
A SEI participou, dia 19, da Oficina para planejamento de ações a serem financiadas com recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza no Estado da Bahia, iniciativa da Casa Civil, do Governo Federal. No evento, foram apresentados indicadores atrelados aos condicionantes da pobreza. A alta concentração da riqueza, a concentração espacial da indústria, as grandes propriedades rurais, o analfabetismo, o desemprego e a insegurança alimentar foram alguns dos itens citados pelo coordenador Pesquisas Sociais da SEI, Laumar Neves. O objetivo foi colaborar para a definição de prioridades na aplicação dos recursos do Fundo no estado.
 
O coordenador apresentou o trabalho A Pobreza e os pobres no Estado da Bahia: o que revelam os dados oficiais, segundo o qual a definição de pobreza não é consensual, podendo ser definida a partir de diferentes aspectos. Por essa falta de consenso, há vários indicadores que se destinam a dizer quem são os pobres. Procurando não seguir um único conceito de pobreza, o técnico da SEI mostrou alguns condicionantes da pobreza na Bahia.
 
Segundo ele, 43% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual está concentrado na Região Metropolitana de Salvador (RMS), sendo que apenas Salvador e Camaçari concentram mais de 1/3 (35,3%) de todo o PIB do estado. Por outro lado, 53 municípios respondem por 1,0% do PIB.
 
O perfil da indústria do estado, que ainda se mostra bastante concentrada, intensiva em capital e poupadora de mão-de-obra, é outro aspecto contrário à distribuição da riqueza, assim como a existência de grandes propriedades rurais: 1,7% do total dos imóveis rurais se apropria de 49,6% da área de terras cadastradas no estado. "Ressalte-se que a Bahia tem o maior contingente rural do país e grande parte dessa população está no semiárido", disse Laumar Neves.
 
O analfabetismo foi outra informação levantada pelo coordenador como essencial para a definir-se a aplicação dos investimentos. Pode-se concluir que o analfabetismo já dimuniu bastante no estado, passando de 55,2% para 33,8% da população, entre 1993 e 2007. Apesar disso, a Bahia ainda está abaixo da média nacional (21,7%) e pouco abaixo da nordestina (33,5%). No mercado de trabalho, 31,4% são analfabetos funcionais, número que aumenta para 55,1% nas zonas rurais. Ainda na população economicamente ativa, 55,4% não possui ensino fundamental completo, aumentando para 81,7% na zona rural.  
 
Apenas 1/4 dos trabalhadores baianos está na condição mais favorável de trabalho, com carteira assinada, no serviço militar ou como estatutário. Ainda na questão do trabalho, a Pesquisa de Emprego e Desemprego aponta que, na RMS, há mais trabalhadores domésticos do que na indústria.
 
Sobre insegurança alimentar, apesar da limitação na atualização dos dados, dos cerca de 13 milhões de habitantes na Bahia, em 2004, em torno de 6 milhões viviam sobre condições de segurança alimentar.
 
As informações apresentadas foram extraídas da PNAD e do Censo Demográfico do IBGE.
 
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